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sexta-feira, 17 de maio de 2013

Tô na média

E se de repente eu for apenas mediana?

Acontece que a gente passa a vida toda tentando ser, alcançar, conquistar, receber. Mas e se não chegarmos lá?

É tão mal assim?

Quer dizer, se estamos aqui é porque já chegamos em algum lugar. E não digo no sentido religioso, ou piegas.

Apenas... muitos de nós não sabemos ao certo o que é o "lá". Como saberemos ainda como chegar até "lá"?

Ok. Isso é um tremendo desabafo de crise existencial. Mas vamos divagar um pouco...

Podemos nos dar um break. Se aconteceu de não se destacar em algo como pensou que se destacaria, não gaste tanta energia tentando entender todos os detalhes que te levaou ao "fracasso". De repente vc era apenas mediana em executar aquela específica função.

Fez o que tinha que fazer, não recebeu elogios grandes, não recebeu muitas críticas.

Quer saber? Dê um grande "Ai, mas que merda!" seguido de um bom "Ah, que se dane tbm!" e td ficará melhor.

Ficará melhor, não porque o destino se encarregará de arrumar td. Apenas pq vc aceitou que a tarefa foi cumprida, mesmo que medianamente, e seguirá em frente para tentar coisas novas e sucessos novos.

Meu post não fez sentido algum. Ai, mas que merda! Ah, que se dane tbm!

domingo, 15 de abril de 2012

8 meses se passaram e a vida em Toronto…

O começo foi bem difícil.

A gente pensa que a adaptação é rápida, que serão muitos amigos, que choverão oportunidades…
Mas a bem da verdade é que nos vemos sozinhos, obrigados a olhar para nós mesmos e encaramos a maturidade.

Como já era de se imaginar, estou bem mudada. Fisicamente, emocionalmente, intelectualmente, espacialmente.

Aqui vivemos tempo de cachorro. Um dia é como se fossem 7.
Então as experiências são a flor da pele…

Muitas descobertas, muita cultura, muita festa, muito inglês!

É engraçado como nesse tipo de viagem a gente se torna outra pessoa. Talvez alguém que gostaríamos de ser, ou alguém que não tínhamos coragem de mostrar antes. E isso nos transforma.

Não fazemos distinções das pessoas. Aqui todo mundo acaba sendo igual porque estão todos no mesmo barco. Mesmo perrengue de estudante/trabalhador, mesmas aflições, mesma solidão, mesmos olhares carentes.

É excitante e angustiante ao mesmo tempo descobrir pessoas tão incríveis, mas que vivem em outro lugar do mundo.
O que fazer com essas amizades, amores, paixões e alegrias?
Pede-se um Visto?

Se sinto falta da minha vida no Brasil?
Com certeza. Sinto falta de muitas pessoas importantes, mas gostaria que estivessem comigo aqui para desfrutarem de tudo isso.

Quero ficar, quero voltar, quero voar, quero cair no mundo, quero dinheiro para tudo isso.

Foi uma das melhores decisões que tomei na vida.