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terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Crise existencial das pessoas boas

Eu sigo zilhões de perfis, blogs, vlogs em tudo quanto é lugar.

Um dos meus canais preferidos no YouTube é o da JoutJout (of course!).

Acho que ela é bem pertinente nas colocações e opiniões, traz assuntos relevantes ou de fácil identificacão e é uma querida, né? Ela e Caio.

No último post de 2015 ela traz o tema "Ainda existem pessoas boas no mundo" e ela me fez pensar sobre isso. Muito.

Assistam... Depois continuem lendo.


Então... como estava falando...

Vira e mexe, quando alguém faz algo bom para nós, alguma gentileza, ou a gente vê/ouve falar de algum caso assim, a gente automaticamente pensa "ainda existem pessoas boas no mundo".

Eu já disse isso MUITAS vezes. Inevitável.

Mas hoje JoutJout me fez pensar! Crise existencial.

Será que existe no mundo uma pessoa é sempre boa?
Será que alguém já pensou "essa pessoa é péssima" sobre uma mesma pessoa que eu pensei "essa pessoa é ótima"?
Será que uma pessoa de essência genuinamente ruim já fez algo bom para alguém e esse alguém a colocou no grupo das "pessoas boas"?

Continua aqui comigo...

Pegando o exemplo da JoutJout. Será que a pessoa que ajudou ela a estacionar na praia estava simplesmente em um dia bom, se sentindo bem consigo mesma e, por isso, gerou nela essa intenção de boa ação, de ajudar o próximo?
E se essa mesma mulher estivesse na TPM (se a TPM dela for das brabas que nem a minha), ou se ela tivesse dormido mal na noite anterior, ou se algo ruim tivesse acontecido com ela, será que ela estaria no grupo das "pessoas boas"?

(sem contestar a boa ação ou caráter de ambas JoutJout e "pessoa boa" que cruzou o caminho dela!)

Será que são somente as ações com os outros que nos tornam "pessoas boas" e não nossa persona, nosso caráter, mesmo sem ninguém estar vendo?

Se eu estiver distraída e não vir que alguém precisava de ajuda, ou se eu não podia ajudar de alguma maneira e fiquei quieta, ou se não estava em um bom dia, isso me colocaria no time das "pessoas más"?

O que quero dizer é que EU acho que pensamos errado ao pensar "ainda existem pessoas boas no mundo".
Talvez o pensamento mais (existencialmente) realista seria "no momento em que precisei, as pessoas ao meu redor estavam em um bom momento". Muito longo?
Que tal "Hoje existem pessoas boas ao meu redor"?

Pode ser que esse pensamento não seja tão atraente, mas se pensar pelo outro lado, o lado da desilusão por ter "pessoas más", acho que alivia um pouco o fato de pensar que talvez essa pessoa não seja 100% má. Só esteja em um momento ruim.

Talvez essa "pessoa má" precisa de uma "pessoa boa no mundo" naquele momento, ao redor dela.


quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Downloading 2016.......

Adoro quando chega final de ano! Para mim, é um sentimento de final de ciclo e começo de um novo.

Por isso aproveito esse momento, entre mordidas no pão com requeijão (sim, tem aqui no Canadá) e uma golada de café, para pensar o que é que foi que eu mudei em mim neste ano.

Vou dividir com vcs meus momentos de sabedoria durante o ano de 2015.

- Estar casada é mais legal do que muitos falam. Se vc não está curtindo, talvez seja hora de pensar em três possibilidades: 1) Vc não está dando o máximo de si e não está abrindo mão de algumas coisas que poderia. Por isso se enche de rancor e egoísmo; 2) Vc casou pelos motivos errados; 3) Você está em um relacionamento abusivo (sai fora AGORA!!).

- Ser dona de casa não é fácil! Especialmente quando não se tem uma diarista (valorizo muito, te quero muito bem, venham morar comigo de graça, por favor!). Mas, mais do que a parte da limpeza em si, é difícil depender do marido/esposa para (quase) tudo. Independente de pessoas que pensam que ser dona de casa também é profissão, blá blá. Ainda assim é um sentimento de dependência muito forte para quem costumava ter seu próprio dinheiro.

- Ter banheira não é glamour. É um saco ter que limpar banheira. Ufff...

- Não é fácil jogar video game. Nunca tive um, então esses controles são muito difíceis. Muitos botões, muitos movimentos, ele vibra... Meus avatares parecem que sempre estão drogados.

- Meu corpo não aguenta mais beber muito, comer muita gordura e fazer muito exercício (hahaha esse último ele nunca aguentou mesmo).

- Para lavar lã, lave com água fria, modo delicado, centrifugue bastante e não seque na secadora. Vai encolher! Deixe secar em um varal. Se não tiver varal, estenda na porta, janela, em cima da máquina...

- Se vc está com as finanças apertadas e precisa dar uma segurada, super recomendo o método dos potinhos. Vc compra uns potinhos, de preferência transparente, e nomeia as principais despesas: transporte, supermercado, entretenimento, presentes/roupas, animais de estimação (se for o caso) e emergência. Faz o budget do mês, separa o dinheiro das contas fixas, separa o dinheiro da economia e o restante divide entre os potinhos de acordo com sua necessidade, em dinheiro (espécie)! Vc vai gastar somente o que tiver no potinho e nada mais. faz muita diferença quando vc vê o dinheiro sumindo...

- Entrevista de emprego via Skype é TUDO! Implementarei quando eu for chefe.


Dito tudo isso, tenho algumas metas realistas para 2016:

1) Arrumar emprego. Calma... não precisam ficar com dozinha. Estou em processos já. Vou conseguir!!

2) Comprar menos besteiras para comer. Não digo que vou parar de comer besteiras, porque não vou. Mas se eu não comprar e não tiver comigo ou em casa, não como. E como sou preguiçosa para sair e comprar...

3) Atualizar mais o blog. Pelo menos uma vez por semana. Me faz bem escrever e estimula a minha criatividade. Claro, além de contar a favor profissionalmente.

4) Comprar uma boa bota e um bom casaco de inverno. Tô precisando!

5) Comprar um quadro bacana. Quero um quadro do Cusco Rebel.

6) Ter um cachorro. It's a must!

7) Dar um presente MUITO legal para meu marido. Ele merece. Não sei o que. Ideias?

8) Ir para o Brasil para Natal e Ano Novo.


E por aqui me despeço de 2015, que foi intenso.

Que 2016 seja menos complicado, que pessoas aprendam que Redes Sociais não é penico e que as pessoas tomem mais conta de suas próprias vidas do que das outras.

Pêra, uva, maçã, salada mista!


sexta-feira, 17 de maio de 2013

Tô na média

E se de repente eu for apenas mediana?

Acontece que a gente passa a vida toda tentando ser, alcançar, conquistar, receber. Mas e se não chegarmos lá?

É tão mal assim?

Quer dizer, se estamos aqui é porque já chegamos em algum lugar. E não digo no sentido religioso, ou piegas.

Apenas... muitos de nós não sabemos ao certo o que é o "lá". Como saberemos ainda como chegar até "lá"?

Ok. Isso é um tremendo desabafo de crise existencial. Mas vamos divagar um pouco...

Podemos nos dar um break. Se aconteceu de não se destacar em algo como pensou que se destacaria, não gaste tanta energia tentando entender todos os detalhes que te levaou ao "fracasso". De repente vc era apenas mediana em executar aquela específica função.

Fez o que tinha que fazer, não recebeu elogios grandes, não recebeu muitas críticas.

Quer saber? Dê um grande "Ai, mas que merda!" seguido de um bom "Ah, que se dane tbm!" e td ficará melhor.

Ficará melhor, não porque o destino se encarregará de arrumar td. Apenas pq vc aceitou que a tarefa foi cumprida, mesmo que medianamente, e seguirá em frente para tentar coisas novas e sucessos novos.

Meu post não fez sentido algum. Ai, mas que merda! Ah, que se dane tbm!

domingo, 15 de abril de 2012

8 meses se passaram e a vida em Toronto…

O começo foi bem difícil.

A gente pensa que a adaptação é rápida, que serão muitos amigos, que choverão oportunidades…
Mas a bem da verdade é que nos vemos sozinhos, obrigados a olhar para nós mesmos e encaramos a maturidade.

Como já era de se imaginar, estou bem mudada. Fisicamente, emocionalmente, intelectualmente, espacialmente.

Aqui vivemos tempo de cachorro. Um dia é como se fossem 7.
Então as experiências são a flor da pele…

Muitas descobertas, muita cultura, muita festa, muito inglês!

É engraçado como nesse tipo de viagem a gente se torna outra pessoa. Talvez alguém que gostaríamos de ser, ou alguém que não tínhamos coragem de mostrar antes. E isso nos transforma.

Não fazemos distinções das pessoas. Aqui todo mundo acaba sendo igual porque estão todos no mesmo barco. Mesmo perrengue de estudante/trabalhador, mesmas aflições, mesma solidão, mesmos olhares carentes.

É excitante e angustiante ao mesmo tempo descobrir pessoas tão incríveis, mas que vivem em outro lugar do mundo.
O que fazer com essas amizades, amores, paixões e alegrias?
Pede-se um Visto?

Se sinto falta da minha vida no Brasil?
Com certeza. Sinto falta de muitas pessoas importantes, mas gostaria que estivessem comigo aqui para desfrutarem de tudo isso.

Quero ficar, quero voltar, quero voar, quero cair no mundo, quero dinheiro para tudo isso.

Foi uma das melhores decisões que tomei na vida.